
E o que é que ele quer, o psicanalista?
Seminário de Charles Melman, no Rio de Janeiro, Hotel Glória, nos dias 25 e 26 de abril de 2008
No momento de conclusão do trabalho que fizemos sobre o Seminário de Lacan A ética da psicanálise, no ano de 2007, e ainda no contexto da comemoração dos seus 10 anos de existência, o Tempo Freudiano convidou Dr. Charles Melman para vir nos falar sobre esse tema tão central da clínica psicanalítica e, sobretudo do modo como ele o situa, hoje, quase meio século depois.
Escreveu Melman em seu argumento para o seminário:
“Não podemos dizer que os psicanalistas estejam à vontade com a questão da ética. Assim, suas sociedades se constituem freqüentemente à imagem de todos os grupos humanos: dominadas pela rivalidade e pela agressividade, pela vontade de afirmar sua mestria, de submeter os outros a uma autoridade dogmática, em resumo, de reparar, pelo fechamento do funcionamento social, a abertura da ordem significante à qual eles se referem, quando a interpretação sistemática não vem, ela mesma, também fechá-la.
Freud não tinha em boa conta seus alunos. Lacan também não.
O único problema que deveria atormentar a terceira geração seria o de resolver a questão de sua ética. Não para ser «belo, bom ou justo», mas, mais exatamente, para ser psicanalista.
Vamos começar ?”
Veja aqui entrevista de Charles Melman à revista VEJA por ocasião do evento.